Apresentação

Gerar, disseminar e debater informações sobre VITAMINADOS & ENRIQUECIDOS, sob enfoque de Saúde Pública, é o objetivo principal deste Blog produzido no Laboratório de Vida Urbana, Consumo & Saúde - LabConsS da FF/UFRJ, com participação de alunos da disciplina “Química Bromatológica” e com apoio e monitoramento técnico dos bolsistas e egressos do Grupo PET-Programa de Educação Tutorial da SESu/MEC.

Recomenda-se que as postagens sejam lidas junto com os comentários a elas anexados, pois algumas são produzidas por estudantes em circunstâncias de treinamento e capacitação para atuação em Assuntos Regulatórios, enquanto outras envolvem poderosas influências de marketing, com alegações raramente comprovadas pela Ciencia. Esses equívocos, imprecisões e desvios ficam evidenciados nos comentários em anexo.

domingo, 6 de julho de 2008

Alimentos Vitaminados e Enriquecidos: Até que ponto são confiáveis?

Acredita-se que o alto consumo de alimentos enriquecidos com muitas vitaminas e minerais seja a melhor dieta, prevenindo doenças causadas pela sua carência. Isso provocou um aumento da produção e consumo desses alimentos, entre os quais podemos citar biscoitos e cereais. Acontece que o feitiço pode virar contra o feiticeiro e acabar ocasionando graves problemas ao serem ingeridos em altas doses ou por períodos prolongados. A vitamina A, que causaria cegueira em crianças com a carência dessa vitamina, em altas doses provocará danos no fígado. Já o ferro, cuja deficiência provocaria anemia ferropriva, irá gerar lesões intestinais, infarto do miocárdio, câncer e infecções caso este seja consumido em altas doses.





Farinha Láctea: Aprecie com moderação!

Esse produto é usado principalmente como fonte de minerais e vitaminas para crianças. Entretanto, quando ingerido em altas doses, pode vir a ser prejudicial à saúde. Um mingau feito com 50 g de Farinha Láctea supre cerca de 50% do valor diário recomendado (VDR) de quase todos os nutrientes adicionados à composição. Se na dieta diária constar outros alimentos também enriquecidos como leite adicionado de ferro, achocolatados em pó, cereais, ou mesmo o tradicional arroz com feijão, intoxicação alimentar por excesso desses componentes poderá ocorrer e isto acarretaria efeito oposto ao esperado. Sendo assim, a alimentação deve ser sempre balanceada e diversificada com a finalidade de se evitar danos saúde.

Mantenha essas informaçõesem mente!

Renata Cruz e Cláudia Baptista

11 comentários:

Marcele Martins disse...

Esse post foi bem interessante, pois eu mesma na época não prestava atenção nesse ponto, de que comer esses alimentos vitaminados e enriquecidos em excesso seria prejudicial, pois comia muito farinha láctea. E muitas mães não devem saber que é prejudicial e costuma dar em excesso aos seus filhos achando que está fazendo bem pra saúde dele, que quanto mais ingerir esses alimentos vitaminados e enriquecidos melhor, o que nesse blog mostra que não é verdade. Então devemos ficar atentos que tudo em excesso é erro, tem que ser moderado para nao causar algum dano na saúde.

pedrotwb disse...

Esse tema é importantíssimo para que o público fique consciente de que as vitaminas fazem bem para a saúde, e que comendo alimentos naturais é possível suprir as necessidade fisiológicas. Porém no mundo atual muitas vezes é difícil manter uma alimentação diária balanceada, assim é importante que se faça uso de alimentos vitaminados e enriquecidos como a farinha Láctea. No entanto, deve-se sempre ter em mente que tudo em excesso faz mal, portanto é preciso fazer o uso desses produtos adequadamente com a sua necessidade.

Laura_dcs disse...

As fórmulas infantis, como o NAN e NESTOGENO, também são enriquecidas com ferro e essa informação é dada no rótulo com a seguinte frase: "Fórmula infantil com ferro para lactentes". Se o consumo excessivo da Farinha Láctea pode ser prejudicial a crianças de primeira infância, imagine o mal que as fórmulas infantis podem fazer aos lactentes se consumidas em excesso.

Laura de Carvalho e Silva

Transgênicos disse...

Alerta muito bem colocado, e fundamental para mães que levadas pelas propagandas acreditam que quanto mais vitaminas e enriquecidos melhor para seus filhos e até mesmo para si.
Acredito que a fiscalização deveria focar mais veementemente nas propagandas, e fazer com que essas não deixem implícito que quanto mais melhor.
Márcia Luzia Trindade Marques.

Giselle disse...

Além dos produtos citados no seu blog, podemos comentar sobre o Danoninho da Danone, que é um leite fermentado. Este chama atenção das mães por ser rico em Cálcio, vitaminas A e D e Fonte de Ferro e Zinco. Entretanto, como o rótulo induz o consumo, há ingestão indiscriminada desse produto por crianças. Na maioria das vezes as mães não sabem que os excessos (quando associados a outras fontes de Ferro e Vitaminas) podem levar a uma intoxicação, como no caso da Farinha Láctea.

nanda disse...

Assim como a farinha Láctea, existem diversos alimentos vitaminados e enriquecidos como, por exemplo, cereais matinais que fazem parte do café da manhã de muitos consumidores. E novamente peca-se pelo excesso seja na tentativa de enriquecer a refeição ou pelo consumo de diferentes produtos contendo, por exemplo, corantes. O excesso de corantes foi o tema do meu trabalho e neste caso, as pessoas não tem como saber a quantidade que estão consumindo, pois as indústrias não são obrigadas por lei a colocar. Estes produtos são voltados principalmente para o público infantil que é facilmente atraído, sendo os pais os principais responsáveis pela alimentação dos filhos tendo que estar atentos ao escolher as refeições dos filhos, principalmente com os excessos, pois podem não só não estarem contribuindo para uma alimentação balanceada como também estar prejudicando a saúde de seus filhos.
Fernanda Valle

Lucas & Luisa disse...

Par mim, além dos ricos colocados no post, há o risco do marketing em torno desses alimentos. Os anúncios clássicos são o "danoninho que vale por um bifinho" e o sustagen. Primerio que um danoninh não vale por um bifinho. Pois o parâmetro que se coloca não é simplesmente das proteínas. E outra devido a isso, o danoninho se tornou a sobremesa de muitas crianças. No entanto, seu alto teor de cálcio pode prejudicar a absorção de ferro, por exemplo presente no feijão do almoço.
O sustagen é outro pois dá-se a ilusão que se seu flho não come legumes e verduras, tudo bem e so dar sustagen! Que coisa absurda veicularem tais tipos de anúncios.
Depois ficam questionando por que será que o número de crianças obesas está aumentando. Ou porque essas, daqui a alguns anos apresentarão diabetes e hipertensão. E poruqe que ao iniciarem tratamento o mais difícil é mudar os hábitos alimentares desses indivíduos.

Ana Clarissa Peixoto disse...

Alimentos vitaminados e enriquecidos? Acredito que todos são. O ideal é balancear a alimentação para evitar faltas e excessos, só que conseguir isso é muito difícil e em país de terceiro mundo fica ainda mais complicado onde a alimentação baseada em um tipo de alimento prevalece e pode levar a esse excesso de vitamina.

Tarcísio Nery disse...

O que verificamos é uma tremenda falta de bom senso, como eu poderei calcular minhas necessidades, ou melhor, como farei os cálculos diários de injesta de cada nutriente. Tenho q injerir 100% de Ferro, e se passar do ideal, pois 100% deve ser o ideal, com base em que? Fica um pouco complicado e se levarmos muito a sério esses números tornaríamos escravos da calculadora. Imaginem a fila do self service, feijão, batata, carne, camarão...

Rezinha disse...

Resolução - RDC nº 360, de 23 de dezembro de 2003
(Regulamento Técnico sobre Rotulagem Nutricional de Alimentos Embalados)

http://e-legis.anvisa.gov.br/leisref/public/showAct.php?id=9059

Essa RDC informa o VDR para as vitaminas e minerais adicionadas na alimentação. EStá sendo contruido a página com as recomendações diárias para crianças ainda. Quando eles atualizarem, eu posto aqui.

Carolina Rodrigues disse...

A fortificação ou enriquecimento de alimentos vem sendo comumente utilizada como estratégia de reforço do valor nutritivo dos alimentos, favorecendo dessa forma a manutenção e/ou recuperação da saúde quando se pensa em prevenção às carências nutricionais. Por ser um recurso de baixo custo, cada vez mais as indústrias alimentares investem nesse sistema, ainda mais por ser bem aceito pela população que consome esses alimentos. O aumento da adesão a essa prática pode ser justificada pelas alterações no padrão de consumo alimentar e até pelo aumento da ingestão de alimentos industrializados, por exemplo. Porém, apesar desse método de fortificação ser útil na resolução de problemas de deficiência nutricional, a ingestão excessiva de micronutrientes pode ocasionar quadros de hipervitaminoses, por exemplo. Para evitar isso, é essencial que se respeite os limites de ingestão máxima tolerável recomendada pela RDA/UL. O nutriente deve estar presente em concentrações que não impliquem ingestão excessiva ou insignificante desse e sua adição deve considerar a probabilidade de ocorrência de interações negativas com nutrientes ou outros componentes presentes no alimento.
Como pioneira dessa técnica de enriquecimento, temos a iodação, que no Brasil só se firmou em 1953, sendo realizada apenas em áreas restritas reconhecidas como deficientes de iodo. Já mais adiante, o foco voltou-se para os macronutrientes, como o ferro, ácido fólico, vitamina D, cálcio, vitamina A e zinco.
O ferro é um nutriente essencial para o crescimento humano, desenvolvimento e manutenção do sistema imunológico, e a utilização dessa técnica de fortificação de alimentos tem obtido sucesso na redução da prevalência de anemia no Brasil e no exterior, sendo uma forma fácil, segura, de baixo custo e efetiva em curto e médio prazo, além de melhorar a qualidade dos alimentos disponibilizados à população. Porém, vale ressaltar que esse enriquecimento não substitui necessariamente a suplementação com ferro nem as orientações sobre mudanças na dieta.
Já a vitamina A atua na manutenção da visão, no funcionamento adequado do sistema imunológico e mantêm saudáveis as mucosas, atuando como barreira contra as infecções. Sendo a deficiência por vitamina A um problema de saúde pública mundial, onde o público mais vulnerável o pré-escolar, é importante a utilização dessa técnica, que em longo prazo é uma alternativa efetiva no combate ao problema. Alimentos que funcionam como veículo dessa fortificação com vitamina A são: a margarina, o açúcar, bolachas, bebidas, macarrão e leite.
Mas é necessário ressaltar que o consumo frequente de alimentos enriquecidos pode acarretar ao acúmulo de alguns nutrientes, levando o organismo à intoxicação aguda ou crônica. A ingestão máxima tolerável pelo organismo, isto é, o montante máximo que pode ser ingerido diariamente, sem que se causem danos ou reações adversas, já foi determinado para a maioria das vitaminas, e observar esses valores é de fundamental importância na prevenção à intoxicação.
Sendo assim, a fortificação de alimentos industrializados tem sido um dos melhores processos para a correção das deficiências nutricionais principalmente na infância, porém, medidas fiscalizatórias são necessárias para garantir o controle de qualidade da fortificação para alimentos, dentro de parâmetros de segurança.
Carolina Rodrigues